sábado, 5 de dezembro de 2015

GM é processada por mortes e ferimento grave no caso do Cobalt

"A GM escondeu esse perigoso defeito dos meus clientes e todos os outros motoristas do Cobalt por mais de uma década apenas para evitar o custo de um recall", disse Robert Hilliard, do escritório Hilliard Muñoz Gonzales, um advogado das famílias, em um comunicado. "A GM é culpada de trair a nossa confiança."
  • "A GM escondeu esse perigoso defeito dos meus clientes e todos os outros motoristas do Cobalt por mais de uma década apenas para evitar o custo de um recall", disse Robert Hilliard, do escritório Hilliard Muñoz Gonzales, um advogado das famílias, em um comunicado. "A GM é culpada de trair a nossa confiança."

Um porta-voz da montadora, Jim Cain, disse que a empresa iria responder à ação no momento oportuno. "Neste momento, nosso maior foco é em fazer o recall destes veículos o mais rápido possível com o mínimo de inconvenientes para os clientes."

De acordo com o processo, a ignição do Cobalt mudou de repente de posição, fazendo com que a direção, os freios e os sistemas de airbag desligassem. A motorista, Megan Phillips, de 19 anos, perdeu o controle do carro, que saiu da estrada e atingiu uma caixa de junção de telefone e duas árvores, segundo o processo.

O acidente matou Amy Rademaker, de 15 anos, e Natasha Weigel, de 18 anos, causando ferimentos graves em Megan no cérebro e corpo, de acordo com a ação.
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GM define indenização a vítimas do Cobalt e valores chegam a US$ 1 milhão

A General Motors anunciou nesta segunda-feira (30) detalhes sobre o fundo de indenização que será criado para as vítimas de carros com defeito na ignição, que levou a companhia a anunciar o recall global de mais de 2,6 milhões de unidades. A marca estabeleceu valores de até US$ 1 milhão (pouco mais de R$ 2,2 mihões) a serem pagos a parentes de vítimas fatais de acidentes ligados aos carros defeituosos.


Este comprometimento da GM inclui ainda o teto de US$ 300.000 (cerca de R$ 662 mil) para cada cônjuge ou dependentes de vítimas fatais, segundo a agência AFP.  Além disso, a empresa também pagará pensões de acordo com os ganhos das vítimas (lucro cessante, referente aos danos materiais efetivos sofridos pelos envolvidos), informa a agência "Automotive News".


Pelos cálculos da GM, são 54 acidentes relacionados aos modelos da companhia com 13 mortes.


Dados das agências americanas de segurança e de trânsito, porém, mostram que o total de acidentes envolvendo um dos carros convocados pela marca pode chegar a 800, com 1.752 mortes.


As condições iniciais do fundo de indenização e pensão -- que são bastante amplas -- foram anunciadas pelo advogado Kenneth Feinberg, contratado pela GM para organizar a ação da marca nos processos judiciais decorrentes da falha. Sob a gerência de Feinberg, a fabricante anuncia ainda três pontos para melhorar sua situação:


- Afirma que não irá recorrer do valor a ser pago, uma vez estabelecida a quantia;

- Aceitará negociar valores inclusive com vítimas e famílias que já abriram processo judicial;

- Montou um site específico para orientar as vítimas no processo de compensação.


Feinberg se tornou famoso por criar fundos de compensação a vítimas: atuou após os atentados de 11 de setembro de 2001 em Nova York (EUA) e ao acidente com a plataforma da British Petroleum, no Golfo do México, em 2010.


No caso da GM, a falha do sistema de ignição permitia que os carros se desligassem em movimento ao passar por buracos e valetas, dificultando o controle do condutor e impedindo o sistema de airbags de funcionar.


VALORES

Ainda não é possível determinar o total a ser pago às vítimas, afirma a GM, uma vez que o catálogo de vítimas a serem compensadas só deve ganhar corpo em agosto. De toda forma, espera-se um volume de indenização sem precedentes.
A GM já definiu que pagará:

- US$ 1 milhão por morte de vítima do acidente; 

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